Amora

Por acaso hoje reli meu conto preferido de Natalia Borges Polesso e fiquei surpresa quando o penúltimo parágrafo começou com “Amanhã já é dezembro” nesse trinta de novembro. A literatura tem uns jeitos de mostrar os caminhos que eu não questiono, então achei que devia seguir o conselho da personagem e ir atrás desse tipo de cura pra ansiedade, gripe e saudade que é meter os pés dentro d’água. Porque a atual iminência da chuva que passou a noite caindo, além de atrapalhar as urgências, alaga mais dentro que fora. “Isso é engraçado, né? Porque, se não fosse a chuva, não haveria nem vontade nem tristeza em potência, e aí está o paradoxo: ao que ela impede, também propicia.”. Molhei os pés, então entendi. Talvez daqui vá eu mesma com Amora debaixo do braço tomar um pingado no meu café preferido sem ter a quem desmascarar.

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